Os tipos de corrida estão entre as estratégias mais eficientes para quem busca emagrecimento, melhora do condicionamento físico e saúde metabólica. Quando bem aplicados, diferentes tipos de corrida permitem adaptar intensidade, volume e estímulo energético para perfis variados, desde iniciantes até atletas avançados. Entender como cada modalidade funciona é essencial para maximizar a queima de gordura, reduzir riscos de lesão e gerar resultados sustentáveis no médio e longo prazo.
Se você frequenta a academia ou corre na rua há algum tempo, provavelmente já se deparou com o temido “efeito platô”. No início, os quilos parecem derreter com facilidade, mas, após algumas semanas mantendo a mesma rotina, a balança estaciona. O erro mais comum não está na falta de esforço, mas na falta de variação estratégica dos tipos de corrida aplicados no seu treinamento.
O corpo humano é uma máquina de adaptação eficiente. Quando você corre sempre na mesma velocidade e distância, seu organismo aprende a realizar aquela tarefa gastando o mínimo de energia possível. Para quem busca emagrecimento real, essa eficiência é o inimigo. É preciso surpreender o metabolismo constantemente com novos estímulos.
Quer entender a ciência por trás disso? Leia no Fitmass Blog nosso artigo sobre como ativar seu corpo para queimar mais calorias em menos tempo e potencialize seus resultados.
Nesta primeira parte do nosso guia, vamos focar na intensidade e na dinâmica. Vamos explorar metodologias que gestores de academia e personal trainers utilizam para garantir resultados rápidos, ativando vias metabólicas que continuam queimando calorias mesmo após o fim do exercício. Prepare-se para conhecer tipos de corrida que vão desafiar seu fôlego e transformar seu físico.
1. HIIT (Treino Intervalado de Alta Intensidade): O Detonador de Calorias

O HIIT (*High Intensity Interval Training*) consolidou-se como um dos métodos mais eficazes para quem tem pouco tempo e busca resultados expressivos na redução de gordura corporal. A premissa básica é simples, mas a execução exige foco: intercalar períodos de esforço máximo com períodos de descanso ou recuperação ativa.
A grande magia do HIIT reside no efeito fisiológico conhecido como EPOC (Consumo Excessivo de Oxigênio Pós-Exercício). Diferente de uma caminhada leve, onde a queima calórica cessa quase imediatamente após o fim da atividade, o HIIT obriga seu corpo a trabalhar horas depois do treino para restaurar o equilíbrio homeostático.
Entre os tipos de corrida disponíveis, o HIIT é o que gera maior “dívida de oxigênio”. Para pagar essa dívida e recuperar os tecidos musculares, seu metabolismo permanece acelerado, consumindo calorias adicionais mesmo quando você já está sentado no sofá descansando.
Esse fenômeno é poderoso. Clique aqui para entender profundamente o efeito Afterburn e descubra como seu corpo continua emagrecendo mesmo em repouso.
Na prática, um protocolo de HIIT na esteira ou na pista pode ser configurado com tiros de 30 segundos em velocidade máxima, seguidos por 30 segundos de descanso passivo ou trote muito leve. Repetir esse ciclo por 15 a 20 minutos é frequentemente mais eficaz para a queima de gordura do que uma hora inteira de corrida em ritmo moderado e contínuo.
2. Fartlek: O Jogo de Velocidade Dinâmico

O Fartlek, termo sueco que significa “jogo de velocidade”, é uma das formas mais libertadoras e intuitivas de treinamento cardiovascular. Diferente do HIIT, que é rígido e cronometrado, o Fartlek permite uma flexibilidade que agrada tanto corredores iniciantes quanto atletas experientes que buscam quebrar a rotina mental dos treinos estruturados.
A ideia central é misturar ritmos de forma aleatória ou baseada no terreno e na sensação de esforço. Você pode correr em ritmo forte até o próximo poste de luz, trotar suavemente até a esquina seguinte, e depois acelerar novamente ao subir uma pequena ladeira. Essa imprevisibilidade é excelente para o corpo e para a mente.
Se você ainda está pegando o ritmo, saiba que variar a intensidade é o segredo. Descubra no Fitmass Blog se alternar caminhada e corrida pode emagrecer mais do que manter um ritmo constante).
Ao variar constantemente a frequência cardíaca sem pausas totais, você treina o corpo a recuperar-se em movimento e a limpar o lactato acumulado nos músculos de forma mais eficiente. Isso melhora sua resistência geral e ensina seu organismo a lidar com diferentes demandas energéticas em um único treino.
Incluir o Fartlek na sua rotação semanal de tipos de corrida é essencial para evitar o tédio. Para personal trainers, prescrever sessões de Fartlek é uma excelente estratégia para alunos que se sentem pressionados pelo relógio da esteira, transformando o treino em uma atividade mais lúdica e, paradoxalmente, mais intensa devido à variação natural.
Muitas pessoas confundem o Fartlek com o HIIT. Para esclarecer exatamente como aplicar essa variação de intensidade, recomendamos este vídeo didático do canal Bora Correr, onde o treinador Rodrigo Bicudo explica como estruturar esse treino “caótico” de forma eficiente para ganhar condicionamento.
A Importância do Terreno no Fartlek
O Fartlek ganha uma nova dimensão quando realizado em terrenos irregulares, como trilhas ou parques com gramado. A mudança de superfície obriga a musculatura estabilizadora a trabalhar mais, aumentando o gasto calórico sem que você precise necessariamente aumentar a velocidade final.
Além disso, a variação de piso reduz o impacto repetitivo nas articulações, algo comum em corridas longas no asfalto. Isso torna o Fartlek uma ferramenta poderosa para a longevidade no esporte, permitindo que você mantenha a consistência nos treinos de emagrecimento sem lesões frequentes.
Pensando em levar seu treino para o asfalto ou parque? Entenda no Fitmass Blog por que ser um corredor de rua virou febre no Brasil e como isso pode motivar sua rotina..
3. Corrida em Ladeira (Hill Sprints): Força e Potência

Se o objetivo é definir pernas e glúteos enquanto derrete gordura, a corrida em ladeira (ou com inclinação na esteira) é imbatível. Este estilo de treino combina a demanda cardiovascular de um sprint com a exigência de força de um treino de musculação, criando um estímulo híbrido poderosíssimo.
Correr contra a gravidade exige um recrutamento muito maior das fibras musculares de contração rápida. Essas fibras têm um potencial de crescimento maior e consomem muita energia para serem ativadas. O resultado é um aumento da taxa metabólica basal, pois manter massa muscular requer mais calorias do que manter tecido adiposo.
Dos diversos tipos de corrida, os *Hill Sprints* são os que mais protegem as articulações contra o impacto da aterrissagem. Como o chão está “subindo” ao seu encontro, a distância da queda do pé é menor, reduzindo a força de choque nos joelhos e tornozelos, permitindo treinos intensos com menor risco de lesão ortopédica.
Para gestores de academia, incentivar o uso da inclinação nas esteiras não apenas diversifica o treino dos alunos, mas também otimiza o tempo de uso dos equipamentos. Um treino de 20 minutos com alta inclinação pode ser tão exaustivo quanto 40 minutos no plano, aumentando a rotatividade nos horários de pico.
Conclusão
A intensidade é uma chave mestra para abrir as portas do emagrecimento, e variar seus treinos com HIIT, Fartlek e Ladeiras é o primeiro passo para sair da estagnação. Estes métodos não apenas queimam gordura durante a execução, mas transformam seu metabolismo nas horas seguintes.
No entanto, a intensidade não é a única resposta. Para construir um corpo resiliente e verdadeiramente magro, precisamos também olhar para a resistência e a estratégia de ritmo. Continue acompanhando nosso blog, pois na próxima parte deste guia, exploraremos os tipos de corrida focados em resistência e a nova “Corrida Progressiva”, essenciais para completar sua rotina de treinos.
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