Conheça a Corrida Progressiva, o Tempo Run e o Longão. Complete sua estratégia com estes tipos de corrida essenciais para resistência e queima de gordura.
Muitos acreditam que para emagrecer é necessário escolher tipos de corrida que te forçam a correr até a exaustão total em todos os treinos. Embora a alta intensidade seja vital, ela é apenas um lado da moeda. Para sustentar a queima de gordura a longo prazo e evitar lesões, é fundamental dominar a arte da resistência e do controle de ritmo através de diferentes tipos de corrida.
Sem uma base aeróbica sólida, seu corpo não consegue se recuperar dos treinos intensos, e o risco de overtraining aumenta drasticamente. Além disso, existem zonas de treinamento específicas onde o corpo aprende a usar a gordura como fonte primária de combustível de forma muito mais eficiente do que se imagina.
Quer saber mais sobre como essa base funciona? Leia no Fitmass Blog nosso artigo sobre tudo o que você precisa saber sobre atividade aeróbica para melhorar sua saúde e performance.
Nesta segunda parte do nosso guia, vamos aprofundar em métodos mais estratégicos. Focaremos em como construir a “máquina” que permitirá que você treine por mais tempo e com mais qualidade. Descubra agora como a variação inteligente de estímulos é o segredo dos corredores que se mantêm magros e saudáveis o ano todo.
4. Longão em Zona 2 (LSD): A Base da Oxidação Lipídica

Pode parecer contraditório em um artigo sobre queima de gordura falar sobre correr devagar, mas o treino LSD (*Long Slow Distance*) é fundamental. Correr em baixa intensidade, especificamente na chamada “Zona 2” de frequência cardíaca (geralmente 60-70% da sua frequência máxima), treina o corpo a usar a gordura como combustível principal.
Quando corremos em alta intensidade, o corpo prefere usar glicogênio (açúcar armazenado nos músculos) porque é uma energia de acesso rápido. Já em ritmos mais lentos, onde o oxigênio é abundante, o organismo consegue quebrar as moléculas de gordura para gerar energia, um processo conhecido como oxidação lipídica.
Embora o gasto calórico total por minuto seja menor do que no HIIT, a porcentagem de calorias vindas da gordura é maior. Além disso, este é um dos tipos de corrida que permite ao praticante treinar por períodos mais longos sem exaustão extrema, construindo a base aeróbica necessária para suportar os treinos mais intensos nos outros dias.
Correr vai muito além de secar. Descubra no Fitmass Blog como a prática da corrida pode aumentar a longevidade e transformar sua qualidade de vida no longo prazo.
Ignorar os treinos de base é um erro comum. Sem uma capacidade aeróbica bem desenvolvida, você não conseguirá recuperar-se rápido o suficiente entre os tiros de HIIT, limitando sua performance geral. O equilíbrio entre intensidade e volume é a chave da fisiologia do exercício.
Recuperação Ativa e Saúde Mitocondrial
Corridas leves aumentam a densidade mitocondrial nas células musculares. As mitocôndrias são as “usinas de energia” das células, responsáveis por queimar a gordura. Quanto mais mitocôndrias você tiver e quanto mais eficientes elas forem, maior será sua capacidade de emagrecer, mesmo em repouso.
Descansar não significa ficar parado. Entenda o poder da recuperação ativa: o segredo para otimizar seus resultados físicos e acelerar a evolução nos treinos.
Portanto, o “Longão” não serve apenas para queimar calorias no momento do exercício. Ele constrói a infraestrutura celular que permitirá que seu corpo se torne uma máquina metabolicamente flexível e eficiente a longo prazo, algo essencial para a manutenção do peso perdido.
5. Tempo Run: Expandindo o Limiar

O “Tempo Run”, ou corrida de ritmo, situa-se no limiar entre o conforto e o desconforto. É aquela velocidade que você consegue manter, mas que exige concentração total para não diminuir. Tecnicamente, você corre no seu “limiar de lactato”, o ponto exato onde o ácido lático começa a se acumular no sangue mais rápido do que o corpo consegue removê-lo.
Treinar nesta zona ensina seu corpo a tamponar (neutralizar) o ácido lático de forma mais eficiente. Para quem busca emagrecimento, isso significa que, com o tempo, você conseguirá correr mais rápido e por mais tempo antes de sentir aquela fadiga muscular paralisante.
Ao aumentar sua tolerância ao esforço intenso, o Tempo Run eleva o teto do seu condicionamento físico. Isso permite que, nas sessões futuras de outros tipos de corrida, você consiga atingir intensidades ainda maiores, gerando um gasto calórico superior e progressivo.
Este tipo de treino também desenvolve uma fortaleza mental crucial. Aprender a ficar confortável com o desconforto é uma habilidade transferível que ajuda a manter a disciplina na dieta e na constância dos treinos, pilares fundamentais para qualquer transformação física.
Para aguentar esse ritmo forte, seu corpo precisa de combustível certo. Confira no Fitmass Blog nossas dicas nutricionais do que comer antes do treino para máximo desempenho.
6. Corrida Progressiva: O Segredo da Aceleração Final

A Corrida Progressiva é frequentemente negligenciada, mas é uma joia para a queima de gordura. A estrutura é simples: você começa o treino em um ritmo muito leve e aumenta a velocidade gradualmente a cada quilômetro ou intervalo de tempo, terminando próximo da sua velocidade máxima.
Do ponto de vista metabólico, este é um dos tipos de corrida mais inteligentes. O início lento aquece as articulações e utiliza gordura. À medida que o ritmo sobe e o glicogênio muscular começa a se esgotar, você força o corpo a manter a performance em estado de pré-fadiga, gerando um estímulo de adaptação fortíssimo.
Terminar o treino rápido ensina seu corpo a não “quebrar” no final. Para quem quer emagrecer, a Corrida Progressiva garante que você tenha um alto gasto calórico total (pela duração) somado ao efeito EPOC (pela alta intensidade final), unindo o melhor dos dois mundos em uma única sessão.
Periodização: A Arte de Combinar Estímulos
Conhecer as ferramentas é o primeiro passo; saber usá-las é o que traz resultados. Não se deve fazer treinos fortes todos os dias. Uma semana bem estruturada deve misturar inteligentemente estes métodos para evitar lesões e maximizar a perda de peso.
Um exemplo clássico seria: um HIIT na segunda para ativar o metabolismo; um Longão na quarta para oxidação de gordura; e uma Corrida Progressiva na sexta para desafio. A alternância dos tipos de corrida garante que diferentes sistemas energéticos sejam trabalhados sem sobrecarregar o corpo.
Para gestores e treinadores, educar o aluno sobre essa periodização é vital. O aluno que entende o “porquê” de cada treino engaja mais, obtém resultados visíveis mais rápido e torna-se um promotor natural dos seus serviços de fitness.
Conclusão
A corrida é uma das atividades mais democráticas que existem, mas limitar-se ao trote básico é subutilizar seu potencial. Ao incorporar a Corrida Progressiva, o Tempo Run e os Longões junto aos métodos de alta intensidade, você ataca a gordura corporal por todos os ângulos.
Lembre-se que a consistência vence a intensidade isolada. Antes de iniciar qualquer protocolo avançado entre estes tipos de corrida, busque orientação de um profissional de educação física. Escolha um novo estímulo hoje, amarre os tênis e experimente a sensação de um treino que realmente funciona.
Não Deixe Seu Aluno Desistir no “Platô da Balança”
Quando seus alunos iniciam programas de resistência como a Corrida em Zona 2, a fisiologia muda antes da estética. Eles estão queimando gordura e aumentando a densidade mitocondrial, mas muitas vezes a balança de peso comum não se move nas primeiras semanas.
O resultado? O aluno acha que o treino não funciona e cancela a matrícula.
Com a tecnologia Fitmass, você revela o invisível. Mostre graficamente para seu aluno que, embora o peso seja o mesmo, a massa gorda diminuiu e a massa muscular foi preservada. Transforme a ansiedade dele em motivação baseada em dados reais.
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